Ifix fecha sessão com queda de 0,25%; FII BLMR11 é destaque de alta

E mais: Eleven recomenda compra do VISC11, redução do dividendo do MGHT11 e GGRC11 finaliza aquisição de imóvel no interior de São Paulo

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O Ifix – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na B3 – fechou a sessão desta quinta-feira (13) com queda de 0,25%, aos 2.992 pontos. O fundo Bluemacaw Renda+ FOF (BLMR11) liderou a lista das maiores altas do pregão, com elevação de 1,79%. Confira os demais destaques de hoje ao longo do Central de FIIs.

A Eleven Financial recomendou a compra do FII Vinci Shopping Centers (VISC11), que recentemente aprovou a realização da oitava emissão de cotas do fundo. Apesar da indicação, a casa de análise sugere que os atuais cotistas não exerçam o direito de preferência na oferta.

A cota do fundo abriu a sessão desta quinta-feira (13) sendo negociada a R$ 113,82, enquanto o preço de subscrição da oferta foi fixado em R$ 115,76. Ou seja, seria mais vantajoso para o investidor a compra diretamente na Bolsa, que oferece o preço menor.

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De acordo com relatório da Eleven, o fundo tem acompanhado a retomada do segmento de shoppings – um dos mais prejudicados pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19.

“O (VISC11) tem demonstrado boa evolução dos indicadores operacionais, como vendas, inadimplência e taxa de ocupação”, explica o texto.

O fundo tem atualmente participação em 19 empreendimentos localizados em 12 diferentes estados. Os espaços representam uma área bruta locável (ABL) de 220 mil metros quadrados.

Leia mais:

Maiores altas desta quinta-feira (13):

Ticker Nome Setor Variação (%)
BLMR11 Bluemacaw Renda+ FOF Títulos e Val. Mob. 1,79
GTWR11 Green Towers Lajes Corporativas 1,77
HCTR11 Hectare Outros 1,33
MALL11 Malls Brasil Plural Shoppings 1,24
VIFI11 Vinci Instrumentos Financeiros Títulos e Val. Mob. 1,2

Maiores baixas desta quinta-feira (13):

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Ticker Nome Setor Variação (%)
RBRR11 RBR Rendimento High Grade Títulos e Val. Mob. -2,97
RBRF11 RBR Alpha Títulos e Val. Mob. -2,88
IRDM11 Iridium Recebiveis Imobiliarios Títulos e Val. Mob. -2,76
LVBI11 VBI Logístico Logística -1,84
KFOF11 Kinea FoF Títulos e Val. Mob. -1,56

Fonte: B3

Redução do dividendo do MGHT11; GGRC11 finaliza aquisição de imóvel no interior de São Paulo

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Dividendo do MGHT11 deve cair até R$ 0,23 por cota até o final do ano

O FII Mogno Hotéis realizou ajuste no contrato de locação com a Selina Brazil Hospitalidade – locatária do fundo – que adia o pagamento do aluguel referente aos três últimos meses de 2022, sinaliza fato relevante divulgado pela carteira.

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A empresa ocupa imóvel localizado na Vila Madalena, em São Paulo (SP). Até o final do ano, a companhia teria de desembolsar cerca de R$ 920 mil reais pela locação do espaço.

O adiamento representa uma redução mensal na distribuição de dividendos de R$ 0,23 por cota, totalizando R$ 0,69 até o final de 2022.

Pelo acordo, a totalidade do aluguel devido no último trimestre do ano será quitado em janeiro de 2023 – devidamente corrigido pela taxa do CDI (certificado de depósito interbancário). O acerto, calcula o fundo, representará um acréscimo na distribuição de dividendos de R$ 0,72 por cota.

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GGRC11 finaliza aquisição de imóvel em Valinhos (SP) por 17,8 milhões

O FII GGR Covepi Renda assinou a escritura de imóvel adquirido em Valinhos, no interior de São Paulo. Na oportunidade, o fundo pagou o montante de R$ 2,6 milhões, referente a última parcela do negócio.

Ao todo, a carteira desembolsou R$ 17,8 milhões pelo espaço, que está locado para a Eagleburgmann do Brasil Vedações Industriais.

Com a finalização do negócio, o GGR Covepi Renda passa a ter direito à totalidade do valor de locação, de R$ 123 mil reais mensais. Em comunicado ao mercado, o fundo não detalhou o impacto da transação nas futuras distribuições de dividendos.

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Com uma área bruta locável (ABL) de 370 mil metros quadrados, o fundo conta com 18 imóveis alugados para empresas como Ambev, Hering, Lojas Americanas e Copobras.

Em outubro, o fundo depositou R$ 1,02 por cota, equivalente a um retorno mensal com dividendos de 0,85%. Em 12 meses, o percentual está em 8,67%

Giro Imobiliário: como sair das dívidas e começar a investir? Influenciadora Júlia Mendonça passou por isso – e agora dá as dicas

O percentual de famílias brasileiras com contas em atraso alcançou a marca histórica de 30% em setembro. Para o grupo, investir e ter uma renda passiva é um sonho ainda distante, mas não impossível, afirma Júlia Mendonça, educadora financeira – que saiu do endividamento para uma condição de independência financeira.

Com mais de 830 mil seguidores no YouTube e no Instagram, Júlia foi a convidada da edição desta terça-feira (11) do Liga de FIIs, programa produzido pelo InfoMoney e que tem apresentação de Maria Fernanda Violatti, analista da XP, Thiago Otuki, economista do Clube FII, e Wellington Carvalho, repórter do InfoMoney. 

Sem qualquer noção de finanças pessoais até seus 24 anos, a hoje influenciadora digital relata que acumulava uma dívida de mais de R$ 80 mil – que corresponderia a R$ 240 mil atualmente – com prestações do carro, da casa e certos abusos no cartão de crédito.

“A gente gastava muito mesmo, sem pensar no amanhã”, relembra Júlia, que utilizava o alto limite do cartão de crédito para bancar seus excessos. “Naquela época, não sabia a diferença entre crédito e débito”.

Ao perceber a complicada condição financeira em que se encontrava, decidiu dar um basta e, ao lado do então noivo, hoje marido, começou a estudar sobre educação financeira em fóruns na internet.

Na rede, Júlia percebeu que pessoas “normais” com vidas “normais” conseguiam ter um poder aquisitivo bem elevado, fato que acabou inspirando a influenciadora. “Eu falei: cara, é isso que eu quero para a minha vida”.

Em dois anos, Júlia conseguir zerar as dívidas graças ao conhecimento adquirido, planejamento e muita renda extra, afirma. “Não foi fácil, mas acabou sendo um divisor de águas para a minha vida”.

Wellington Carvalho

Repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Acompanha as principais informações que influenciam no desempenho dos FIIs e do índice Ifix.