Publicidade
SÃO PAULO – Após ter sua proposta de aquisição da Vivo (VIVO4) rejeitada pela Portugal Telecom, a Telefónica poderia aumentar a proposta já feita de € 5,7 bilhões, na visão da Spinelli Corretora.
Para o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, esta seria o caminho mais viável para a Telefónica seguir com seus planos de adquirir a fatia de 50% da Vivo na Brasilcel, que é controlada pela Portugal Telecom.
“É possível que a recusa da PT seja uma pressão para que a Telefónica aumente sua oferta. É um ativo estratégico, mas se a proposta for atraente, acredito que a PT pode vender sim”, diz.
Continua depois da publicidade
A SLW tem recomendação de compra para o papel preferencial (VIVO4) e estima um preço-alvo de R$ 60,00 para dezembro de 2010.
Em declaração feita na última segunda-feira (10) à noite, a administração da companhia portuguesa vê a Vivo como um “ativo essencial” para sua estratégia e, portanto, a venda dessa participação “iria contra as perspectivas de crescimento a longo prazo da companhia”.
Alternativas
Já, para Kelly Trentin, analista da Spinelli Corretora, a Portugal Telecom só vai se desfazer de seus ativos da Vivo se ela já tiver em mente alguma outra estratégia no setor telecom brasileiro.
“No ano passado, a dirigência da PT veio ao Brasil e conversou com o governo brasileiro sobre suas alternativas de participação no país. Acredito que ela só vai se desfazer de seus ativos na Vivo, que são seu único meio de atuação aqui [no Brasil] se conseguir participação em outro negócio”, apontou a analista.
Para Kelly, uma outra possibilidade seria a troca dos papéis da Vivo somente por uma fatia da junção Vivo e Telesp (TLPP4), que a Telefónica busca fazer. Ela explica que a empresa espanhola pretende ganhar sinergias com a fusão das operações de telefonia fixa e móvel e, por isso, avançou em conversas com a Telecom Itália e Portugal Telecom.
“A Telefónica possui hoje participação na TIM, da qual a Telecom Itália também detém papéis, é a controladora da Telesp e possui 50% da Vivo. Como as negociações com a Telecom Itália não avançaram, ela partiu para cima da Vivo”, conta a analista da Spinelli.
Continua depois da publicidade
Kelly destaca que a Telefónica tem espaço para estudar a elevação da proposta, uma vez que sua relação dívida líquida/Ebitda está em 2x.