Cade pode flexibilizar restrições contra a Brasil Foods, diz secretário

Nos mercados em que a Seae constatou que não há risco para a competição, Cade pode autorizar empresas a unificarem operações

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SÃO PAULO – Após a Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda) aconselhar a aprovação “com restrições” à fusão da Sadia e Perdigão, que atualmente formam a BR Foods (BRFS3), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) poderá flexibilizar tais imposições. 

Na véspera, alegando concentração de mercado, a Seae indicou duas alternativas: a primeira é licenciamento temporário (de no mínimo 5 anos) de um “ativo marca principal” (Sadia ou Perdigão), acompanhado pela alienação do conjunto de ativos correspondentes. O Deutsche Bank classificou a sugestão como “absurda”, já que evoca memórias de quando o mesmo órgão sugeriu à AmBev que vendesse a Skol, “o que teria significado menor market share após a fusão do que antes dela”, exclama o banco.

Em entrevista à Agência Brasil, o secretário de Assuntos Econômicos do ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, disse que o conselho poderá rever alguns dos termos do acordo assinado no ano passado – que, vale lembrar impede a fusão enquanto o Cade ainda estiver analisando a operação. “É possível que, nos mercados em que a Seae constatou que não há risco para a competição, o Cade autorize as empresas a unificarem operações”, explica. 

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Ações
Após as declarações da Seae, e repercutindo também o clima negativo da sessão, as ações da companhia registraram forte queda no pregão desta quarta-feira, liderando as perdas do Ibovespa. Os papéis fecharam o pregão com uma queda de 6,32%, cotado a R$ 23,70.