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SÃO PAULO – Mesmo apesar da desaceleração do crescimento econômico, o ano de 2005 foi, no geral, positivo para as empresas brasileiras em termos de geração operacional de caixa.
De acordo com abordagem realizada pela InfoMoney, considerando uma amostra de 76 empresas não-financeiras com ações listadas na Bovespa, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) total aferido no ano passado foi de R$ 153,939 bilhões, com crescimento de 11,3% sobre os R$ 138,367 bilhões apresentados em 2004.
Do universo das 76 companhias, 42, ou aproximadamente 55% do total, registraram expansão do Ebitda no ano passado. Ainda entre as companhias cujo Ebitda cresceu em 2005, 36 apresentaram avanço nesta conta acima de 10%.
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Confab e UOL: Ebitda mais do que dobrou
Destaque especial para o desempenho da fabricante de tubos Confab, que viu sua geração operacional de caixa crescer 354%, e para o UOL, com crescimento de 100% do Ebitda no período em questão.
Em contrapartida, das 34 empresas que observaram recuo nesta linha em 2005, 25 apresentaram retração superior a 10%, sendo que o Ebitda da Embraer caiu cerca de 45%, impactado, entre outros fatores, pela expressiva valorização do real no ano passado.
Petroquímica União (-42,7%) e Suzano Petroquímica (-43,8%) também observaram significativos recuos em seu Ebitda, fruto da apreciação cambial e do elevado preço de sua principal matéria-prima, a nafta, no mercado internacional.
Concentração
Um aspecto interessante de ser notado é que, quando somados, os Ebitdas das duas maiores empresas de capital aberto do país, Petrobras e Vale do Rio Doce, respondem por cerca de 42% do total da amostra considerada.
Em 2005, a estatal obteve uma geração operacional de caixa de R$ 47,8 bilhões, com incremento de 30% frente a 2004, enquanto a terceira maior mineradora do mundo registrou um Ebitda de R$ 16,7 bilhões, mostrando crescimento de 36% na comparação com o ano anterior.