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O token nativo da Celsius, o CEL, disparou na terça-feira (27) em meio a relatos de que Sam Bankman-Fried, da FTX, poderia comprar os ativos da plataforma de criptomoedas falida.
O token CEL, que caiu na terça-feira após a saída surpresa do CEO da Celsius, Alex Mashinsky, saltou mais de 15% em suas mínimas de 24 horas após notícia, publicada pela Bloomberg. Por volta das 7h (horário de Brasília), ele era negociado próximo de US$ 1,50 e se mantém estável desde então.
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A FTX vem consolidando sua presença na indústria de criptomoedas por meio de acordos rápidos com concorrentes em dificuldades. Na segunda-feira (26), a FTX venceu a licitação pelos ativos da Voyager Digital, avaliados em US$ 1,4 bilhão; A FTX afirma que ainda tem US$ 1 bilhão para gastar em aquisições.
Saída do CEO
A saída de Mashinsky da Celsius pegou o mercado cripto de surpresa.
Em setembro, reportagem do jornal The New York Times mostrou que ele queria transformar a falida empresa de empréstimo cripto em uma startup de custódia de ativos digitais. Segundo o jornal, a mudança para o segmento de custódia daria para a Celsius um novo fluxo de receita ao cobrar taxas dos depositantes.
Mashinsky está entre os maiores detentores individuais da criptomoeda CEL, depois da Celsius. Muito antes de seus problemas financeiros, a Celsius divulgou uma lista com os maiores detentores de CEL em sua página na internet. Veio à tona também que, na época, Mashinsky tinha mais tokens do que os outros quatro maiores detentores combinados.
A Celsius enfrentou dificuldades financeiras e congelou saques de clientes em junho. Em 13 de julho, entrou com pedido de recuperação judicial.
A moeda CEL, emitida pela plataforma de empréstimo de criptomoedas como um token de utilidade, também passa por um embate regulatório contra a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), por não ser registrado como um valor mobiliário.