Nunes critica ‘insensatez do STF’ e tem nova aposta para barrar mototáxi em SP

STF tornou inconstitucional lei paulista que dava autonomia aos municípios para permitir ou vetar transporte individual remunerado de passageiros por motocicletas

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(Bruno Peres/Agência Brasil)
(Bruno Peres/Agência Brasil)

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira, 11, esperar que o Congresso Nacional aprove nos próximos dias um projeto de lei que dificulta a liberação do mototáxi na capital. Na segunda, 10, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou inconstitucional a lei paulista que dava autonomia aos municípios para permitir ou vetar o transporte individual remunerado de passageiros por motocicletas, seja em formato de mototáxi ou por meio de aplicativos.

“Não tenho outra alternativa a não ser externar a minha preocupação com a insensatez do STF em um tema que trata da vida das pessoas. Com todo o respeito ao ministro Alexandre (de Moraes, relator do caso no Supremo), precisa só ler um pouquinho com mais detalhe, porque a lei federal delegou aos municípios (a competência de permitir ou vetar o mototáxi), não existe invasão de competência”, declarou Nunes nesta terça-feira, 11, a jornalistas.

O prefeito disse esperar que a Câmara dos Deputados aprove ainda nesta semana o Projeto de Lei nº 4.527/2025. O texto foi apresentado em setembro pelo deputado Maurício Neves (PP-SP). A proposta só permite o transporte de passageiros com motocicleta por aplicativo em municípios com mais de 500 mil habitantes mediante estudo prévio que comprove:

“O transporte de passageiros por aplicativo com uso de motocicleta merece maior cuidado, tanto pelo risco de morte dos passageiros, quanto pelo risco à comunidade como um todo”, afirma o deputado na justificativa do projeto. Para Maurício Neves, o mototáxi pode aumentar a ocupação dos serviços de saúde do município, impactando todos os habitantes.

A proposta ainda está na Comissão de Viação e Transportes da Câmara – depois, precisa ainda ser pautada no plenário, e, se aprovada, ser analisada pelo Senado.

“Tenho que correr contra o tempo, porque tenho até 8 de dezembro para aprovar esse projeto de lei”, afirmou Nunes.

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O prazo de 8 de dezembro foi dado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo para que a Prefeitura de São Paulo regulamente o mototáxi. Segundo o prefeito, a capital registrou cerca de 7,5 mortes por acidentes de trânsito a cada 100 mil habitantes. Dessa forma, Nunes avalia que a aprovação do texto pode barrar o serviço na cidade.