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PETR4 salta 9%, bate máxima histórica e mira novos níveis no gráfico

Ação acompanha rali pós-eleição, mesmo com petróleo em queda; papel rompe R$ 51,35 e já alcança projeções que chegavam a R$ 55,55

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As ações da Petrobras (PETR4) disparavam nesta segunda-feira (5), primeiro pregão após o primeiro turno das eleições, acompanhando a forte valorização dos ativos brasileiros e renovando máximas históricas.

Por volta das 12h15, PETR4 avançava 9,03%, a R$ 55,79, muito próxima da máxima do dia, de R$ 55,94. As ações ordinárias PETR3 subiam 7,84%, a R$ 61,06.

No mesmo horário, o Ibovespa ganhava 8,36%, aos 208.175 pontos. Mais cedo, o índice chegou aos 209.605,70 pontos, maior nível intradiário da história.

A alta da Petrobras chama atenção também porque acontece mesmo com o petróleo em queda no exterior. O Brent recuava nesta segunda-feira diante do aumento das exportações de petróleo do Oriente Médio e da decisão do G7 de liberar estoques de emergência.

Com isso, o desempenho de PETR4 aparece nesta sessão muito mais associado à forte reprecificação dos ativos brasileiros e às expectativas para a companhia do que a um impulso vindo da commodity.

PETR4 rompe recorde e atravessa três alvos

O movimento desta segunda também confirmou rapidamente uma sequência de níveis observados pela análise técnica antes da abertura.

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Na sexta-feira, PETR4 havia fechado a R$ 51,20, após renovar a máxima histórica em R$ 51,35. Acima desse patamar, as primeiras projeções estavam em R$ 53,00, R$ 54,15 e R$ 55,55.

Com a máxima de R$ 55,94 nesta segunda-feira, a ação rompeu o recorde anterior e superou, em poucas horas, os três primeiros objetivos projetados.

O próximo nível no radar gráfico aparece em R$ 57,85. Acima dele, ganha importância a região psicológica dos R$ 60.

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A estrutura já era de alta antes do pregão, com o papel negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Ao mesmo tempo, o movimento exigia atenção para o grau de esticamento: o IFR de 14 períodos estava em 72,12 pontos antes da abertura, já em região de sobrecompra.

Isso não representa isoladamente um sinal de reversão, mas mostra que a ação já chegava ao pregão desta segunda após uma sequência forte de valorização.

BBI eleva preço-alvo da Petrobras

O movimento ocorre também em um momento de revisão das expectativas fundamentalistas para a estatal.

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O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Petrobras para o fim de 2027 de R$ 52 para R$ 62 e aumentou a exposição à companhia em sua carteira de ações brasileiras.

A revisão incorpora uma curva de produção maior, diante das recentes surpresas positivas da Petrobras, além de margens de diesel mais elevadas.

Na avaliação do banco, um eventual cenário de mudança política também poderia abrir espaço para venda de ativos, redução de custos e uma alocação de capital mais focada. O BBI ainda espera reajustes nos preços dos combustíveis após a eleição.

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Considerando a cotação de R$ 55,79 observada no início da tarde desta segunda-feira, o preço-alvo de R$ 62 representa uma diferença de aproximadamente 11%. O horizonte do BBI, porém, é o fim de 2027 e, portanto, não deve ser confundido com os objetivos de curto prazo da análise gráfica.

Eleição provoca reprecificação dos ativos

O pano de fundo é a forte reação do mercado ao resultado do primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

A reação alcançou ações, câmbio e juros. O Ibovespa chegou a avançar mais de 8% e superou os 209 mil pontos durante a manhã.

“Esse primeiro momento de euforia é uma reprecificação da curva de juros e da política fiscal que deve ser adotada no próximo governo”, disse Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos, à Reuters.

Segundo a Reuters, o movimento da Petrobras também se descolava do petróleo no exterior, com as ações da estatal avançando enquanto o Brent operava em baixa.

Para PETR4, portanto, o pregão reúne três vetores: a reprecificação do mercado brasileiro após a eleição, a melhora recente das expectativas fundamentalistas para a companhia e o rompimento de máximas no gráfico, enquanto o petróleo funciona, nesta segunda-feira, mais como contraponto do que como combustível para a alta.

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Rodrigo Petry
Mercados | Economia | Onde Investir

Coordenador de Projetos Editoriais. Atuou como editor de mercados e investimentos no InfoMoney, liderando o Ao Vivo da Bolsa e o IM Trader. Antes, foi editor-chefe do portal euqueroinvestir, repórter do Broadcast (Grupo Estado) e revista Capital Aberto. Também foi Gestor de Relações com a Mídia do ex-Grupo Máquina e assessor parlamentar.