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Ibovespa Futuro recua com atenções voltadas para transição do governo e eleições no EUA

Atenção ainda para a temporada de divulgação de resultado das empresas, com nomes como Bradesco, Braskem e 3R Petroleum

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta terça-feira (8), após o índice a vista fechar em forte baixa na véspera, com a falta de definições sobre a equipe ministerial do novo governo e rumores sobre a equipe econômica abrindo espaço para realização de lucros, após uma semana positiva, endossada principalmente por compras de estrangeiros.

A atenção dos mercados deve se manter na transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na frente econômica, a deflação de 0,62% do IGP-DI de outubro é o destaque, enquanto os investidores acompanham a temporada de divulgação de resultado das empresas. Entre os balanços esperados, Bradesco, Braskem e 3R Petroleum divulgam resultados à noite.

Às 9h15 (horário de Brasília), o contrato para dezembro tinha baixa de 0,88%, aos 115.630 pontos.

Acompanhe os destaques do mercado ao vivo

Nos EUA, os índices futuros operam em alta, ampliando os ganhos da sessão anterior, com investidores aguardando as eleições de meio de mandato do Congresso americano.

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Os republicanos são os favoritos para conquistar a maioria na Câmara dos Deputados nas eleições, com o Senado classificado como uma incógnita por analistas eleitorais apartidários. O partido Republicano pode usar a maioria em qualquer uma das câmaras para barrar a agenda do presidente democrata Joe Biden.

“A probabilidade de os republicanos tomarem a Câmara ou o Senado é bastante alta, garantindo, portanto, algum tipo de impasse nos próximos dois anos. Isso provavelmente tiraria da mesa os aumentos de impostos e qualquer tipo de grande gasto potencialmente percebido como inflacionário”, disse à Reuters Ross Mayfield, analista de estratégia de investimentos da Baird.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,36%, S&P Futuro avançava 0,39% e Nasdaq Futuro com alta de 0,67%.

No câmbio, o dólar comercial operava com alta de 1,00%, cotado a R$ 5,224 na compra e R$ 5,225 na venda, após a divisa americana saltar mais de 2% na véspera, com as indefinições do novo governo Lula. Já o dólar futuro para dezembro subia de 1,00%, a R$ 5,246.

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Em relação a curva de juros, os contratos futuros operam sem uma tendência definida. O DIF23 (janeiro para 2023) tinha alta de 0,01, a 13,68%; DIF25, +0,14 pp, a 12,03%; DIF27, +0,14 pp, a 11,86%; e DIF29, +0,13, a 11,94%.

Exterior

Os mercados europeus operam sem direção definida, com os investidores globais também olhando para os Estados Unidos.

Na agenda econômica da região, as vendas no varejo da zona do euro subiram como esperado em setembro em relação ao mês anterior, mas caíram menos do que o esperado frente o ano anterior após uma forte revisão para cima em agosto, mostraram dados nesta terça-feira, destacando a demanda sustentada do consumidor em o terceiro trimestre.

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O escritório de estatísticas da União Europeia, Eurostat, destacou que as vendas no varejo nos 19 países que compartilham o euro subiram 0,4% em relação ao mês anterior, como esperado, mas uma queda de 0,6% em relação ao ano anterior, muito menor do que a queda de 1,3% esperada pelos economistas, segundo pesquisa da Reuters.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção única, com investidores digerindo a ata da última reunião Banco do Japão e com atenção aos resultados das eleições de meio de mandato nos EUA.

O Banco do Japão divulgou a ata da reunião de política monetária de outubro, quando deixou as taxas de juros inalteradas, enquanto os pares globais assumiram enormes aumentos nas taxas de juros.

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As cotações do contrato de minério de ferro em Dalian sobem pela sexta sessão consecutiva, já que os traders se agarraram à esperança de que a abordagem restritiva de tolerância zero da China ao Covid-19 acabe diminuindo. O rali continua, apesar das preocupações com um aumento nos novos casos de coronavírus em algumas cidades chinesas e da fraqueza demanda de aço.

No fim de semana, a China reafirmou a sua abordagem para a Covid-19, frustrando as esperanças de uma rápida reabertura da economia.

“Acreditamos que é mais provável acontecer o relaxamento das medidas existentes após 2022”, disseram economistas do ING, após uma reportagem do Wall Street Journal dizendo que os líderes chineses estão considerando medidas para a reabertura, mas estão avançando lentamente e não estabeleceram um cronograma.